quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Arte Egípcia - 6º ano

ARTE EGÍPCIA 6º ANO


    A arte egípcia refere-se à arte desenvolvida e aplicada pela civilização do Antigo Egito, localizada no vale do rio Nilo no Norte de África. Esta manifestação artística teve a sua supremacia na religião durante um longo período de tempo, estendendo-se aproximadamente pelos últimos 3 000 anos a.C.1 e demarcando diferentes épocas que auxiliam na classificação das diferentes variedades estilísticas adaptadas:Época Tinita, Império Antigo, Império Médio, Império Novo, Época Baixa, Período Ptolemaico e vários períodos intermédios, mais ou menos curtos, que separam as grandes épocas, e que se denotam pela turbulência e obscurantismo, tanto social e político como artístico. Mas embora sejam reais estes diferentes momentos da história, a verdade é que incutem somente pequenas nuances na manifestação artística que, de um modo geral, segue sempre uma vincada continuidade e homogeneidade.O tempo e os acontecimentos históricos encarregaram-se de ir eliminando os vestígios desta arte ancestral, mas, mesmo assim, foi possível redescobrir algo do seu legado no século XIX, em que escavações sistemáticas trouxeram à luz obras capazes de fascinar investigadores, colecionadores e mesmo o olhar amador. A partir do momento em que se decifram os hieróglifos na Pedra de Roseta é possível dar passos seguros a caminho da compreensão da cultura, história, mentalidade, modo de vida e naturalmente da motivação artística dos antigos egípcios
PINTURA EGÍPCIA
Estas obras retratavam a vida dos faraós, as ações dos deuses, a vida após a morte entre outros temas da vida religiosa. Estes desenhos eram feitos de maneira que as figuras eram mostradas de perfil. Os egípcios não trabalhavam com a técnica da perspectiva (imagens tridimensionais). Os desenhos eram acompanhados de textos, feitos em escrita hieroglífica (as palavras e expressões eram representadas por desenhos). As tintas eram obtidas na natureza (pó de minérios, substâncias orgânicas, etc).
A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas.

Suas características gerais são:
* ausência de três dimensões;
* ignorância da profundidade;
* colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo; e
* Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.
Quanto a hierarquia na pintura: eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino, ou seja, nesta ordem de grandeza: o rei, a mulher do rei, o sacerdote, os soldados e o povo. As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as masculinas pintadas de vermelho. 
Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós. Desenvolveram três formas de escrita:
Hieróglifos - considerados a escrita sagrada;
Hierática - uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes; e Demótica - a escrita popular.

Livro dos Mortos, ou seja um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas.
Foto da pintura Egípcia do Papiro.





Decoração da tumba de Tutancâmon.
Tumba intacta de Tutancâmon.



Livro dos Mortos
Eram textos inscritos nas paredes das tumbas, e eram escritos para que as múmias "lessem" . Os textos escritos no caixão se transformava no Livro dos Mortos, e nesse livro era escrito todas as coisas boas que o   Faraó fez na vida , uma espécie de biografia que era muito importante , pois acreditavam que Osíris ( deus dos mortos) iria utilizá- los para julgar os mortos.






 Escultura do Antigo Egito

Foi demarcada na antiguidade sobretudo pela escultura de grandes dimensões associada à arquitetura pelo relevo descritivo hieróglifos, pelo bustos e pela estatuária de pequenas dimensões onde dominam não só as representações de deuses e faraós, como também de animais.As estátuas representam divindades mitológicas, faraós, pessoas importantes e pessoas comuns envolvidas em trabalho doméstico são encontradas em câmaras mortuárias. Suas dimensões variam consideravelmente de grandes gigantes dos templos de Abul Simbel medindo cerca de 6 metros a pequenas figuras de apenas alguns centímetros de comprimento (geralmente de barro, envernizados ou vidrados).As características da arte egipciana vão se refletir na produção das esculturas, fazendo com que, ao longo de aproximadamente 3000 anos, elas pouco se alterem.

 Esfinge de Gizé, vista lateral. Foto: Dan Breckwoldt / Shutterstock.com

                    Outras esfinges do Egito Antigo:
– Esfinge de alabastro da cidade de Mênfis.
– Esfinges de cabeça de ovelha, que representam o deus Amon (na cidade de Tebas).
Os Egipcios  acreditavam que seres antropozoomórficos eram Deuses como Anubis Deus da morte Horus e Set.

[Busto de Amenhotep III, c 1300 a.C., Museu egípcio, Berlim.
Esfinge de Gizé.
Tumba – Escultura Egípcia

Hieróglifos


A deusa Ísis

§  A deusa Ísis é uma das principais divindades da mitologia  egípcia .Ela é a primogênita do deus da Terra, Geb, e da divindade que rege o Cosmos, Nut.  Uma curiosidade  interessante que li pesquisando sobre Isis foi que naquela época eles se casavam entre irmãos, não diferente da realidade vivida e cultural  da época foi que Isis se casou com o seu irmão Osiris, causando inveja ao seu irmão Seth por Osiris ter mais sorte do que ele, onde se tornou inimigo imortal do casal, planejando e matando seu irmão e cunhado.

§  FUNÇÃO DA ESCULTURA EGÍPCIA


§  A escultura egípcia, ao longo de seu desenvolvimento, encontrou características bastante peculiares. Apesar de apresentar grande rigidez na maioria de suas obras, percebemos que as estátuas egípcias conseguiam revelar riquíssimas informações de carácter étnico, social e profissional de seus representados.
§  TÉCNICAS DA ESCULTURA EGÍPCIA
§  Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam frequentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade.

ARQUITETURA EGÍPCIA
Os arquitetos no antigo Egito eram considerados as pessoas que realizavam os grandes sonhos dos Faraós. Possuíam uma gama de trabalhadores que os cercava, tais como escribas e pessoas que faziam as medidas dos locais das obras. Qualquer tipo de construção envolvia uma grande logística e um planejamento que até hoje é abordado pelos principais egiptólogos.Sem grandes recursos arqueologicamente comprovados, a arquitetura de pirâmides, templos e obeliscos continua sendo um grande mistério.A arquitetura mais comum no antigo Egito eram os templos. Eles possuíam decoração inspirada na paisagem egípcia. Papiros, flores de lótus e palmeiras eram algumas delas. A entrada dos templos geralmente era feita por caminhos que continham esfinges de ambos os lados. Os templos eram enormes e geralmente estavam sustentados por colunas.As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e, foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso. Queóps é a maior das três pirâmides, tinha originalmente 146 metros de altura, um prédio de 48 andares. Nove metros já se foram, graças principalmente à ação corrosiva da poluição vinda do Cairo. Para erguê-la, foram precisos cerca de 2 milhões de blocos de pedras e o trabalho de cem mil homens, durante vinte anos.

As características gerais da arquitetura egípcia são: 

* solidez e durabilidade; 
* sentimento de eternidade;
* aspecto misterioso e impenetrável. 
As pirâmides tinham base quadrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences.


Templo de Ramsés II em Abu Simbel – Acervo pessoa
Templo de Ramsés II em Abu Simbel – Acervo pessoal.

Porém sem dúvida alguma, as mais belas e impressionantes obras arquitetônicas do período faraônico foram as pirâmides. A pirâmide em degraus ou escalonada foi uma obra-prima idealizada pelo mais famoso arquiteto do antigo Egito; Imhotep para o faraó Djoser na terçeira dinastia. Antes de Imhotep o lugar de descanso dos faraós eram as mastabas.


Pirâmide de Djoser em Saqqara.


Pirâmide em degraus (Faraó Djoser) arquitetada por Imhotep em Saqqara – Acervo pessoal.
Pirâmide em degraus (Faraó Djoser) arquitetada por Imhotep em Saqqara – Acervo pessoal.
    Há uma outra coisa muito curiosa a respeito dos monumentos do antigo Egito. Sabe-se que a Esfinge de Gizé não tem o seu nariz completo. Como será que ela perdeu o seu nariz? Esse nariz, datado de 2500 anos antes de Cristo, foi destruído por uma bala de canhão.Pirâmides. É de se ficar sem compreender como desconsideravam o valor daqueles monumentos. A Esfinge tem 70m de comprimento e 22m de altura. 


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   Vaso Canópico 
Vasos canópicos ou canopos eram recipientes utilizado no Antigo Egito para colocar órgãos retirados do morto durante o processo de mumificação. A forma destes recipientes variou ao longo da história do Antigo Egito, bem como os materiais em que estes foram feitos, que incluíram a madeira, a pedra, o barro e o alabastro. Os Egípcios acreditam que a preservação desses órgãos era fundamental para assegurar uma vida no Além. Canopo era nome de uma cidade costeira egípcia localizada na região do Delta do Nilo, perto da atual cidade de Alexandria. Era também o nome de um piloto de Menelau, que teria sido enterrado nesta cidade, onde foi adorado como divindade representada como um vaso com cabeça humana. Quando os primeiros egiptólogos começaram a desenvolveram o seu trabalho eles denominavam qualquer vaso que tivesse uma forma humana como "canopo". Cada um dos vasos era identificado com uma divindade, conhecidas como Filhos de Hórus: Imseti, Hapi, Duamutef e Kebehsenuef. Acreditava-se que cada um destes filhos de Hórus protegia um órgão, que eram respectivamente o fígado, os pulmões, o estômago e os intestinos. Os vasos eram colocados nos túmulos orientados para cada um dos pontos cardeais, sendo cada um deles associados a uma deusa tutelar: Ísis, Néftis, Neit e Serket. 


Mumificação: 
1) Eram retirados o cérebro, os intestinos e outros órgãos vitais, e colocados num vaso de pedra chamado Canópico. 
2) nas cavidades do corpo eram colocadas resinas aromáticas e perfumes.
3) as incisões eram costuradas e o corpo mergulhado num tanque com Nitrato de Potássio. 
4) Após 70 dias o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, embebida em betume, que servia como impermeabilização



FONTE
http://pt.dreamstime.com/imagens-de-stock-royalty-free-pintura-egpcia-do-papiro-image21275779
http://artegipcianubis.blogspot.com.br/
https://artedagracinha.wordpress.com/escultura/
https://artedagracinha.wordpress.com/escultura/
http://antigoegito.org/arquitetura-egipcia/


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O que é um “Flip-book”? - 6º ano

   Este termo aplica-se a um livro que pequenas dimensões, ilustrado por um conjunto de imagens sequenciais que vão variando gradualmente, de página para página, dando a ilusão de movimento. Deste modo, quando passadas rapidamente, as imagens do livro parecem animadas. O modo mais comum de visualizar um Flip-Book é segurar o livro numa mão e desfolhar rapidamente (usando o polegar da outra mão).  

Os Flip-books são, de forma geral, desenhados manualmente e dirigidos para um público mais jovens. No entanto há registo de empresas que aderiram à sua utilização, aplicando fotografias, como alternativa aos desenhos. Possui um potencial narrativo através da ilusão óptica que proporciona.

https://sites.google.com/a/esjgf.info/ombcatarina/omb/3o-periodo/tudo-sobre-flip-books/o-que-e-um-flip-book

História em quadrinhos - 6º ano

  As histórias em quadrinhos (HQs) são um tipo de arte feita por artistas com talento muito especial, pois misturam texto e desenho de maneira única. A diversidade de formatos, de histórias e de personagens das HQs é enorme. As bancas de revistas refletem bem essa realidade, pois é nelas que podemos encontrar todo tipo de publicações com histórias em quadrinhos, de vários lugares de mundo.
  Há bastante diferença entre uma história em quadrinhos e uma tira de quadrinhos. A história geralmente é mais complexa e elaborada, sendo publicada em revistas ou livros. Quando a HQ é mais elaborada, com desenhos mais artísticos e texto mais abrangente, costuma-se chamá-la pelo nome inglês graphic novel (expressão que, traduzida literalmente para o português, seria “romance gráfico”). Já a tira de quadrinhos é mais simples, consistindo numa sequência simples de poucos quadrinhos (geralmente cinco, no máximo), um ao lado do outro. Raramente constitui uma história completa, sendo quase sempre uma piada contada em poucos quadros. O autor tem de ser bem sintético, para conseguir o máximo de conteúdo em pouco espaço, enquanto na HQ o artista pode se estender indefinidamente, a critério da editora que a publica. Quase sempre a tira é publicada apenas em jornais.

História

 Há quem diga que as histórias em quadrinhos surgiram há milênios, mas não com esse nome, naturalmente.
No Egito antigo, há cerca de 3 mil anos, as pessoas faziam muitos desenhos, às vezes em sequência, contando uma história. O povo maia, da América Central e do México, desenhava histórias em longas tiras de papel e até em tapetes. A mesma coisa faziam franceses e ingleses da Idade Média, em tapeçarias. Em igrejas antigas, os vitrais funcionavam como histórias em quadrinhos de passagens da Bíblia. Na Inglaterra, por volta do ano de 1600, sequências de ilustrações narravam acontecimentos reais e tinham como principal tema execuções de criminosos. Mas ainda demorou bastante para se tornarem as histórias em quadrinhos como as conhecemos hoje. Em nenhuma dessas maneiras de contar histórias por meio de imagens havia os balões de diálogos ou de pensamentos que existem hoje nas HQs.
   Há controvérsias sobre qual teria sido a primeira HQ publicada em material impresso. Alguns estudiosos indicam o artista suíço Rudolph Vieux, que em 1827 publicou uma curta história chamada “O senhor Madeira-Velha” (“M. Vieux-Bois”, no original). Os quadrinhos estavam dispostos um lado do outro, com legendas contando a história abaixo de cada um deles. Em seguida veio Juca e Chico (Max und Moritz), do alemão Wilhelm Busch, em 1865, cujas legendas eram traduzidas no Brasil pelo poeta Olavo Bilac. Geralmente esta é considerada a primeira HQ, por ter características mais modernas, como a maior extensão e o fato de ter constituído uma série.
   Já nessa época apareceu na imprensa o trabalho pioneiro das histórias em quadrinhos no Brasil. Em 1867, o artista Ângelo Agostini, nascido na Itália, publicou a história “As cobranças” e várias outras na revista O Cabrião, de São Paulo. Como seus precursores, Agostini colocava legendas abaixo de cada quadrinho para contar a história. Em 1869, começou a trabalhar com um personagem fixo em várias histórias, com o nome de As aventuras de Nhô Quim. Depois criou o personagem Zé Caipora, cujas aventuras desenhou até 1906.
   A primeira história em quadrinhos a trazer balões para exprimir o que os personagens diziam foi O Menino Amarelo (Yellow Kid), publicada em 1895, em Nova York, da autoria de Richard Fenton Outcault.
  Por volta do fim do século XIX, as revistas começaram a se popularizar como meio de comunicação e informação. No início, além dos textos elas traziam caricaturas e charges.    Logo se popularizaram as tiras de quadrinhos. E, na década de 1930, surgiram as histórias em quadrinhos americanas que traziam como personagem principal um super-herói. Apareceram personagens importantes como o Super-Homem, Batman, o Capitão América e outros, e assim as revistas de histórias em quadrinhos se tornaram importantes no mercado editorial. Personagens de Walt Disney, como Mickey e Donald, que se tornavam populares nos desenhos animados e nas tiras publicadas em jornais, também ganharam revistas de grande vendagem com as histórias de suas aventuras em quadrinhos.
Atualmente existem muitos profissionais envolvidos na produção de histórias em quadrinhos.
    No Brasil, as HQs de maior sucesso produzidas são as da Turma da Mônica. No início, Maurício de Sousa, o autor dos desenhos, fazia tudo sozinho, mas aos poucos seu trabalho alcançou tamanha receptividade e tanta demanda que já não conseguia trabalhar sozinho. Hoje, conta com equipes de desenhistas que fazem os quadrinhos da Turma da Mônica no estilo do próprio Maurício. Fenômeno semelhante aconteceu com o personagem Menino Maluquinho e sua turma, criações do cartunista Ziraldo, que tanto chegaram a ser publicados em tiras de jornais como apareceram em histórias completas em revistas e livros.
   Do outro lado do mundo, no Japão, um outro tipo de histórias em quadrinhos foi criado, o mangá. Os desenhos têm traços bastante específicos, fáceis de reconhecer, com olhos grandes e cabelos esvoaçantes. Os desenhos têm muitos detalhes, apesar de a maioria das revistas em quadrinhos ser em preto e branco.

Balões

   Um dos fatores que caracterizou as histórias em quadrinhos foi o surgimento dos balões para indicar o que os personagens diziam ou pensavam. Esses balões são espaços irregulares, como se fossem recortes com palavras, sobrepostos às imagens desenhadas.
Depois do surgimento de O Menino Amarelo, a primeira série a fazer uso extensivo de balões nas histórias em quadrinhos foi Os sobrinhos do capitão, em 1897, do americano Rudolph Dirks, com desenhos de H. H. Knerr.
   Há vários tipos de balão nas HQs. O balão que se liga por uma série de pequenas bolas ou ovais em branco à imagem do personagem indica que ele está pensando. Desse modo, ao lermos uma história em quadrinhos, quando um personagem tem um balão desses sobre a cabeça, é como se estivéssemos lendo, literalmente, o seu pensamento.
Quando o balão tem uma pontinha desenhada na direção do personagem (em geral voltada para a boca dele), significa que esse personagem está falando o que aparece escrito no balão. Quando o balão é cheio de pontas, alguém na história deve estar gritando.
Existem ainda retângulos com dizeres no alto de alguns quadrinhos. Eles são chamados de retrancas e indicam a passagem de algum período de tempo ou fornecem uma informação adicional sobre o enredo.

Arte Barroca - 7º ano

       A arte barroca originou-se na Itália (séc. XVII) mas não tardou a irradiar-se por outros países da Europa e a chegar também ao continente americano, trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis. As obras barrocas romperam o equilíbrio entre o sentimento e a razão ou entre a arte e a ciência, que os artistas renascentistas procuram realizar de forma muito consciente; na arte barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista. É uma época de conflitos espirituais e religiosos. O estilo barroco traduz a tentativa angustiante de conciliar forças antagônicas: bem e mal; Deus e Diabo; céu e terra; pureza e pecado; alegria e tristeza; paganismo e cristianismo; espírito e matéria. 

Suas características gerais são:

• emocional sobre o racional; seu propósito é impressionar os sentidos do observador, baseando-se no princípio segundo o qual a fé deveria ser atingida através dos sentidos e da emoção e não apenas pelo raciocínio. 
• busca de efeitos decorativos e visuais, através de curvas, contracurvas, colunas retorcidas; 
• entrelaçamento entre a arquitetura e escultura; 
• violentos contrastes de luz e sombra; 
• pintura com efeitos ilusionistas, dando-nos às vezes a impressão de ver o céu, tal a aparência de profundidade conseguida. 
PINTURA
Características da pintura barroca: 

• Composição assimétrica, em diagonal - que se revela num estilo grandioso, monumental, retorcido, substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista. 
• Acentuado contraste de claro-escuro (expressão dos sentimentos) - era um recurso que visava a intensificar a sensação de profundidade. 
• Realista, abrangendo todas as camadas sociais.
• Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade dramática. 

Dentre os pintores barrocos italianos: 
Caravaggio
- o que melhor caracteriza a sua pintura é o modo revolucionário como ele usa a luz. Ela não aparece como reflexo da luz solar, mas é criada intencionalmente pelo artista, para dirigir a atenção do observador. 
Obra destacada: Vocação de São Mateus. 
Andrea Pozzo
- realizou grandes composições de perspectiva nas pinturas dos tetos das igrejas barrocas, causando a ilusão de que as paredes e colunas da igreja continuam no teto, e de que este se abre para o céu, de onde santos e anjos convidam os homens para a santidade. 
Obra destacada: A Glória de Santo Inácio. 

A Itália foi o centro irradiador do estilo barroco. Dentre os pintores mais representativos, de outros países da Europa, temos: 
Velázquez
- além de retratar as pessoas da corte espanhola do século XVII procurou registrar em seus quadros também os tipos populares do seu país, documentando o dia-a-dia do povo espanhol num dado momento da história. 
Obra destacada: O Conde Duque de Olivares. 
Rubens
(espanhol) - além de um colorista vibrante, se notabilizou por criar cenas que sugerem, a partir das linhas contorcidas dos corpos e das pregas das roupas, um intenso movimento. Em seus quadros, é geralmente, no vestuário que se localizam as cores quentes - o vermelho, o verde e o amarelo - que contrabalançam a luminosidade da pele clara das figuras humanas. 
Obra destacada: O Jardim do Amor. 
Rembrandt
(holandês) - o que dirige nossa atenção nos quadros deste pintor não é propriamente o contraste entre luz e sombra, mas a gradação da claridade, os meios-tons, as penumbras que envolvem áreas de luminosidade mais intensa. 
Obra destacada: Aula de Anatomia. 
ESCULTURA
Suas características são: o predomínio das linhas curvas, dos drapeados das vestes e do uso do dourado; e os gestos e os rostos das personagens revelam emoções violentas e atingem uma dramaticidade desconhecida no Renascimento. 
Bernini
- arquiteto, urbanista, decorador e escultor, algumas de suas obras serviram de elementos decorativos das igrejas, como, por exemplo, o baldaquino e a cadeira de São Pedro, ambos na Basílica de São Pedro, no Vaticano. 
Obra destacada: A Praça de São Pedro, Vaticano e o Êxtase de Santa Teresa. 
Para seu conhecimento
Barroco: termo de origem espanhola ‘Barrueco’, aplicado para designar pérolas de forma irregular.
Barroco no Brasil:
No Brasil Colonial, a presença dos jesuítas teve grande importância no processo de disseminação do cristianismo católico no interior da colônia. Não por acaso – visando aperfeiçoar suas ações missionárias –, os jesuítas trouxeram da Europa as influências estéticas de cunho fortemente religioso que marcaram o estilo barroco. Na maioria das vezes, esse tipo de criação se manifestou na construção de igrejas e imagens religiosas que tomavam campo nos centros urbanos do país.

Chegando ao Brasil, as construções de traço barroco se lançavam aos olhos de uma população mista formada por alfaiates, ambulantes, funcionários públicos, indígenas, escravos e vadios. Essa população, na maioria das vezes, só conseguia compreender o sentido dos valores religiosos afirmados pela catequese com a imponência de imagens ricas em que a complexa ornamentação pretendia reafirmar o caráter sagrado dos santos e templos religiosos.

De forma geral, as obras e construções barrocas eram fabricadas a partir do uso de pedra-sabão, barro cozido e madeira policromada ou dourada. Além disso, existiu uma visível preocupação em se reproduzir movimentos de conteúdo dramático, o uso de linhas curvas, a preferência por construções de porte grandioso e o uso de um impacto visual capaz de chamar atenção dos apreciadores. O barroco tentou exprimir uma religiosidade de princípio medieval com a sofisticação da arte renascentista.

Dentre os principais representantes dessa arte podemos destacar o escultor Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, e o pintor Manuel da Costa Ataíde. Ambos viveram o auge do barroco no Brasil, na passagem do século XVIII para o XIX, promovendo um estilo próprio que tendeu a eliminar alguns dos excessos perceptíveis nas obras que tinham maior aproximação com o barroco desenvolvido no Velho Mundo.

O valor educativo lançado à arte barroca é percebido na dinâmica dos elementos trabalhados em suas principais obras. A tensão entre o medieval e o renascentista pode ser observada no uso de imagens austeras combinadas com a sofisticação dos ornamentos. Paralelamente, os itens acessórios tinham um valor narrativo onde o observador poderia identificar um santo e sua história através do dragão de São Jorge; ou a chave dos céus carregada por São Pedro.

O aparecimento desses artistas no ambiente colonial indicava um período de relativa prosperidade material nas cidades e vilas que se enriqueciam graças aos recursos trazidos pela exploração do ouro, a partir do século XVIII. Em muitos casos, essa nova situação fazia com que mulatos e outras figuras marginalizadas do mundo colonial alcançassem prestígio ou um interessante meio de sustentação.

Dessa maneira, podemos ver interessantes situações históricas por meio do desenvolvimento de tal arte no Brasil. Uma das mais intrigantes se remete à formação de um mercado consumidor dessa arte de caráter fortemente religioso. As irmandades, igrejas e particulares eram os principais consumidores das construções arquitetônicas e imagens barrocas. Atualmente, o barroco possui grande valor histórico e estético e tem a maioria de suas obras concentradas em regiões do interior mineiro e no Nordeste.
Fonte: http://www.mundoeducacao.com/artes/a-arte-barroca-no-brasil.htm